sexta-feira, 30 de julho de 2010

getulino

De uns tempos para cá meus pais me apresentam como: "esse é o meu filho que faz GV". É engraçado pensar que dentro da faculdade isso não distingue nenhum aluno. Afinal, então, por que eles são diferentes? Seriam as Entidades? Seriam as notas, a média global? Um tempo atrás eu achava que era tudo isso e mais um pouco: horas de estudo, conversa com professores e tempo dedicado a cada entidade. Hoje, já não tenho mais tanta certeza. Não que os EJs, os JPs, os não tão atletas da Atlética ou ainda os alunos do DA sejam iguais, mas de repente, essas várias entidades e as notas no quadro de honra não fazem tanta diferença para quem entra na faculdade e vê todos os alunos como 'alguém de fora'. Também não acredito muito na visão de alguém de fora, visto que esse alguém não perceberá a idiossincrasia de cada aluno por si ou do grupo que o aluno formou, o forasteiro não perceberá que alguns alunos estão fumando embaixo do toldo proibido, outros estão arrumando seus ternos para uma reunião de feedback, alguns outros lá em cima estão decorando palavras difíceis e tentando articular todas elas numa frase, aqueles perto da livraria não devem ter lido quase nenhum daqueles livros, ou ainda que aqueles dois alunos - embora distantes na quadra - estão falando via BBM em seus BlackBerry novos. É, ele não vai perceber nenhuma dessas coisas e dificilmente pegará todas elas em apenas uma semana de aula.

Cada um dos alunos da GV, mesmo idolatrando seus computadores Mac e suas próprias imagens nos banheiros impecáveis, conseguem adquirir certa intimidade após alguns meses de aula. Alguns dizem que as salas não são muito unidas e que grupos são criados logo nas primeiras semanas, mas depois de um tempo, com a semana de entrega finais de trabalho ou ainda com a chegada da semana de provas, não há quem não fique solidário o suficiente para explicar um parágrafo que seja de texto para amanhã. As horas na biblioteca são intermináveis, algumas vezes até divertidas. Essa intimidade criada é daquele tipo que permite você andar de meias pela faculdade numa quinta-feira às vinte e uma horas ou dividir um dogão na hora do aperto.

Acho que essa foi minha despedida das férias. E mesmo com todas as nossas igualdades comuns, eu sinto falta de muitos desses gevenianos.

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