sábado, 10 de julho de 2010

Coerência?

Eu e o Litos combinamos que devíamos fazer posts minimamente relacionados, mas eu não tenho nada a dizer sobre a festa que ele foi com o gêmeo, e nem sobre qualquer evento boêmio. Assim, nada pessoal, mas às vezes eu não quero conviver com ninguém, às vezes eu não quero que meu telefone toque, às vezes eu preciso ficar sozinha comigo, soltar meus pensamentos, e conversar apenas com eles. Tenho medo que qualquer um que chegue perto acabe ouvindo. Acho que todo mundo sabe como é pensar naquilo que não se pensa, e não se pode pensar.
Basicamente, o que eu farei hoje, sim, numa sexta, feriado, nas férias, é arrumar meu quarto. Aquela escrivaninha está uma zona dos infernos e, bem, eu preciso de um lugar para esparramar meus livros e meus esmaltes.
E arrumar seu quarto dá aquela sensação de estar arrumando sua vida. Uma mentira tremenda, se me permitem a desilusão. Mas acho que tá bem, tá bem!
(...)
Tenho coisas demais na cabeça e não consigo passá-las para nenhum outro lugar.
Olho para o papel, nada.
Olho para a tela, nada.
Começo a falar, nada.
Amanhã eu vou sair com o Thiago e falar, falar, falar, falar por horas. Nunca dá em nada, eu sempre reclamo da minha vida, ele sempre reclama da dele, mas bem.... Todo mundo sabe o que é ter um amigo que, no fundo, mesmo quando você acha e quer que não, entende o que você quer dizer.
A cada dia que passa, eu tenho a sensação que eu tento saber mais e sei menos. Eu sei quem previu que isso ia acontecer na minha vida, e sei que eu não ligo. No fundo, no fundo, eu acho que não quero saber de nada, mas preciso desesperadamente continuar procurando. É o que eu faço. Algumas pessoas jogam basquete, outras saem pra balada, outras fazem cursos de culinária, algumas assistem TV, eu procuro, procuro, procuro, procuro. E quer saber, tá bom assim pra mim.
Bom final de semana! Espero ser menos desconexa quando possível.

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