quinta-feira, 15 de julho de 2010

Dois mundos

Além do mimimi de namorados e a saudade que essa relação deixa, eu ainda falaria sobre a saudade dos amigos e da convivência que as próprias férias deixam quando todo mundo vai viajar.

É estranho. É realmente muito estranho ficar quinhentos quilômetros distante. É estranho abrir meu e-mail e ver que aquelas pessoas que enchem minha caixa de mensagens não vai estar me dando bom dia amanhã. E que, de repente, não mais que de repente, eu vou ficar um mês sem entrar em contato com elas. Eu queria comentar assuntos que até duas semanas atrás todo mundo falava comigo, mas que agora não são os mesmos. E nem as pessoas são as mesmas. Fui para um outro mundo paralelo e esqueci de me contar. Um mundo onde ninguém daqui conhece quem eu conhecia e ninguém que eu conhecia conhece quem eu conheço. Alguns assuntos são os mesmos, a cumplicidade pode ser parecida, mas ainda é estranho ter que esquecer tudo que aconteceu no semestre inteiro e ter que viver um vida nova com velhas pessoas.


Eu ainda como como um louco, fico feliz quando compro livros e nas horas vagas jogo videogame. Mas e ela, ainda pinta as unhas? Eles ainda são duas toiças namoradeiras? Esses três ainda formam o trio do chá? Ela ainda joga futebol e namora o outro jogador? Ela ainda economiza nas contas, mas faz viagens ao redor do mundo? Ele ainda tem apelido de cachorro? Ele ainda gosta do mundo capitalistas das empresas? Ela ainda vende sapatos? Ela ainda não sabe escrever três palavras sem errar - pelo menos - uma? Ela ainda se veste como quer e não liga para o que dizem? Ela ainda fica doente quando o frio bate? Ele ainda não sabe o que quer além de comprar? E o mais novo, surfa mesmo com o braço quebrado? Eles todos juntos fidna azem perguntas indecentes? E os meus filhos? Posso ficar preocupado com eles todos?


É e não é. Esse mundo meio vácuo, meio tudo, meio nada, meio não sei o quê. É estranho.

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